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segunda-feira, 6 de maio de 2013

O verdadeiro alvo das palavras do Presidente

"Reafirmo a minha profunda convicção de que Portugal não está em condições de juntar uma grave crise política à crise económica e social em que está mergulhado".
Estas palavras de Cavaco Silva, no seu discurso do passado 25 de Abril, foram interpretadas por muitos como um sério aviso a Seguro para que este resfriasse os seus ânimos quanto à perspectiva, imediata, de haver eleições. E, na realidade, foi este um dos objectivos do Presidente.
Ontem percebemos, no entanto, que as palavras de Cavaco (que, às vezes, só muito mais tarde se compreendem) tinham um duplo destinatário. Mais do que a Seguro, Cavaco estava a falar a Portas. Tal como na TSU, Cavaco tudo fará para que Portas continue amarrado ao Governo.
Conseguirá segurá-lo em 2014, logo após o avião, que levará os homens da troika embora, ter descolado da Portela?

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

A Declaração do PR

Disse, no post anterior que o “complexo de imparcialidade do Sr. Presidente da República (...) acabou (propositadamente ou não) por espetar enorme farpa na estratégia do PSD”.
Depois de ouvir o Presidente fico com a certeza de que estava certo.
Ao querer ser o “Presidente de todos os Portugueses” e tentar, a todo o custo, não ter interferência na campanha eleitoral para as legislativas, Cavaco sacrificou quatro coisas:



1ª) A verdade.
2ª) A sua própria isenção.
3ª) A Dra. Manuela Ferreira Leite e o PSD.
4ª) A possibilidade de ser reeleito.



1ª)



A verdade porque, através de mentiras e boatos, alicerçados em políticos e jornalistas que enfiam a ética no bolso dos favores de que necessitam ou têm que prestar (Director do DN incluído), o pretenderam, efectivamente, manipular.
Afinal, tal como o agora Deputado Pacheco Pereira sempre o afirmou, havia uma estratégia (eleitoral) obscura para colar o Presidente ao PSD.
Conclusão: houve manipulação, há vulnerabilidade na segurança.
Quem tirou partido disto?



2ª)



Ao pretender “ser capaz de resistir, em nome do que considera ser o superior interesse nacional” o Presidente, para além de demonstrar inabilidade política, sacrificou também a sua própria isenção.
Sr. Presidente, no preciso momento em que divulgou as “alterações” que fez na sua Casa Cívil, arrumou com a isenção! Para a opinião pública este acto absolveu, precisamente, aqueles que o manipularam.
Sei que águas passadas não movem moinhos mas, já que a isenção já era letra morta então, perdido por dez, perdido por mil e dizia tudo de uma vez e na altura certa!
3ª)



A Dra. Manuela Ferreira Leite e o PSD foram os primeiros condenados.
Condenados e apedrejados pelos comentadores da nossa praça. Sim, os mesmos que trabalham para os jornais e televisões que, em vez de transmitirem o que se ia dizendo do estado deste país na campanha eleitoral, dedicavam os minutos do PSD às perguntas sobre o TGV, as escutas, a Madeira, o Salazar e a outras coisas do tipo que as agências ao serviço do Governo lhes encomendavam.
Só um pequeno desabafo: só há uma maneira de alguém do PSD dizer o que quer na televisão. Basta predispor-se a malhar na Dra. Ferreira Leite. E, há que reconhecê-lo, muitos são os que estão prontos para isso!


4ª)



O Professor Cavaco Silva corre sérios riscos de ser o primeiro Presidente (depois de 74) que não conseguirá ser reeleito.
A declaração de hoje, por mais verdadeira que seja, hostilizou o PS. E quem se identifica com este partido facilmente optará por outro candidato presidencial conotado à esquerda (Manuel Alegre deve estar a dar saltos de alegria).
E mesmo o indefectível militante do PSD (até aquele “último dos cavaquistas”) que já andava aborrecido com a irritante mania do Presidente de não querer ter nada a ver com o PSD, que não consegue ter uma noite bem dormida desde o dia 27, está com uma vontade enorme de lhe dizer que, para além de ter votado em si, também gostava de ser considerado um desses “todos os Portugueses” dos quais o Sr. é Presidente!