sábado, 7 de dezembro de 2013

O que é que Sá Carneiro tem a ver com esta gente?

"Muito: atacou-os toda a vida".

Pacheco Pereira in PÚBLICO

Vale a pena ler este artigo. Também eu sinto que este não é o "meu" PSD!

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Comentário ao Teste Intermédio de Matemática A, 12º Ano de 29/11/2013

Na generalidade, o teste enquadra-se no que era espectável. Apresenta um nível médio de dificuldade, predominando os itens dentro deste parâmetro de dificuldade. Abrange a quase globalidade dos conteúdos previstos para o tema "Probabilidades e Combinatória" do 12º ano - esqueceram-se dos arranjos completos!
Tal como prometido na informação relativa a este teste intermédio, fizeram aparecer a Geometria em duas questões (4.1. e 4.2.). Embora os conhecimentos exigidos neste tema não fossem por aí além (Geometria de 10º ano), acho que só o simples facto de a geometria no espaço ter aparecido condicionou alguns alunos. Há que referir também que a tipologia de alguns dos itens manteve as características de itens saídos em testes de anos lectivos anteriores. A título de exemplo, o item 2.2. é muito parecido (também em dificuldade) com o item 1.1. do teste de 28/02/2013. Parece-me, finalmente que continua a existir uma deficiente conjugação entre a extensão do teste e o seu nível de dificuldade. Algumas questões exigiam tempo para pensar. Julgo que os 90 minutos foram insuficientes para que tal pudesse ter acontecido da melhor forma.

Uma nota (importante) relativa aos critérios gerais de classificação.
Mais uma vez eles não são iguais aos do ano anterior. Tem sido recorrente esta alteração de ano para ano. Suponho que o objectivo é o de melhorar, de os tornar mais abrangentes, claros e objectivos de modo a que sejam mais eficazes. Nem sempre as alterações foram as mais felizes, na minha opinião. Quero referir três dessas alterações em relação ao ano lectivo anterior:
A primeira:
Corrigiu-se uma asneira, introduzida  nos critérios o ano passado com aquele parágrafo ("caso o aluno apresente elementos em excesso face ao solicitado e tais elementos piorem a consistência da resposta e/ou afetem a caracterização do desempenho, a resposta deve ser classificada com zero pontos"), com a inclusão do critério 21.
A segunda:
Acabou-se, e bem, com a "avaliação do desempenho no domínio da comunicação escrita em língua portuguesa". Esta avaliação, na maior parte dos casos, era subjectiva e acabava apenas por servir para ajustar a classificação final de cada prova.
A terceira e que merece mais atenção:
Até agora era "aceite e classificado qualquer processo de resolução cientificamente correto". Agora é "aceite qualquer processo de resolução, desde que enquadrado pelo programa da disciplina". Isto quer dizer, tal como os critérios fazem questão de referir, que "não são aceites processos de resolução que envolvam a aplicação da regra de Cauchy, da regra de L’Hôpital ou de resultados da teoria de matrizes".
Não consigo deixar de pensar na ironia deste critério. Penso em alguns dos testes intermédios que, sob alçada deste Ministério, apareceram nos últimos anos e na forma como aí foram várias vezes ignoradas as orientações do programa ou até o próprio programa. E agora, os mesmos responsáveis, decidem que tudo tem que estar enquadrado pelo programa. Que pensar disto?
Talvez julguem que o programa novo, o deles, já está em vigor. Os ficheiros do IAVE, mas que ainda estão na página do GAVE, até dizem "nov2104" - "TI_MatA12_nov2014_V1.pdf". Mas, pensando melhor, não poderá ser, pois a regra de Cauchy, a de L'Hôpital e outras coisas mais estarão nesse novo programa.
Não, o problema é que estas duas regras resolvem de uma forma simples a dificuldade de alguns dos limites que aparecem nos testes. Será "batota" ensinar aos alunos estas regras? Terá sido justo que alguns deles as conhecessem e outros não?
Não tenho respostas para estas perguntas, mas de duas coisas tenho a certeza.
Esta equipe do Ministério é a última da lista no que respeita a julgar o enquadramento no programa.
Sempre me desagradou quando a norma é construída para responder a uma situação individual. Basta lembrar o exemplo da lei de limitação de mandatos. Para resolver um problema específico, esquece-se o âmbito geral da questão. Se o aluno usar  a Lei dos Senos, uma co-tangente ou uma exponencial de base entre zero e um, por exemplo, estará desenquadrado do programa? Quem vai julgar o enquadramento no programa da disciplina? Será licito numa disciplina como a Matemática impor limites ao conhecimento?

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Ranking de escolas 2013

Tal como aconteceu no ano passado, alguns órgãos de comunicação social anunciam hoje a publicação para amanhã do ranking de escolas 2013. Mais uma vez, foram-lhes disponibilizadas as bases de dados ENES e ENEB antecipadamente.
Continuo a não perceber qual a razão que justifica que uma entidade pública privilegie uns em relação a todos quanto à disponibilização da informação.
Aqui fica o meu protesto, mais uma vez também! 

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Em defesa da Língua Portuguesa

"Nos tribunais, pelo menos neste, os factos não são fatos, as actas não são uma forma do verbo atar, os cágados continuam a ser animais e não algo malcheiroso e a Língua Portuguesa permanece inalterada até ordem em contrário".

Juiz Rui Teixeira

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Ora aí está um novo programa de Matemática A!

Tomem lá um programa(ão), já feitinho pois não quero saber de consultas prévias.

A leitura que fiz foi em diagonal. É para entrar em vigor a partir de 2015/16 e a coisa cheira a muita Matemática pura e dura. Lógica, teoria de conjuntos, integrais, osciladores, majorantes e minorantes, indução, Rolle, Cauchy, Lagrange e Weierstrass, só para referir alguns. Tudo e mais alguma coisa com metas e mais metas a acompanhar. Pouco lá deve faltar. Os professores dos primeiros anos das faculdades pouco mais terão de dar.

Ao olhar para aquilo não consegui deixar de pensar que estava a reviver os meus três anos de ensino secundário na disciplina de Matemática. É tudo muito parecido com o que estava nos meus livros de então. Estou a falar dos anos 80. Sim, aqueles que tiveram também o melhor pop/rock e que foi quando entramos na CEE. Afinal até terá sentido voltar atrás cerca de 35 anos, pois em 2015 estaremos tão pobres como em 1980.

Mas não é bem igual. Ainda conseguiram fazer melhor.
Pensei que estavam a passar do 8 ao 80, mais uma vez.
Mas não, pois este novo programa já não vai ser para todos. Nessa altura o Ensino Público será residual e estará confinado apenas aqueles que seguirão "outras vias de ensino".
Este programa é para uma elite.

Mas não é tudo más notícias. Parece que já não vai ser preciso a calculadora gráfica para os exames!
A disciplina de Matemática A vai ser ainda mais "um bicho de sete cabeças" mas, pelo menos, já não se obriga os rapazes a gastarem dinheiro na calculadora.
Não sei é se a CASIO e a TEXAS vão gostar disto! 

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Testes Intermédios 2013/14 - Calendário oficial

AQUI está ele!

Agora ficamos, pacientemente, a aguardar as informações específicas relativas a cada uma das provas.
Devem ir aparecendo a conta-gotas (como as más notícias do orçamento para 2014).

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Se as autárquicas tivessem sido legislativas

Suponhamos que:

  1. As eleições de domingo passado tinham sido legislativas.
  2. Os votantes e os abstencionistas tinham sido os mesmos.
  3. O sentido de voto dos eleitores se mantinha.
Como teria ficado a composição da Assembleia da República?

No que se segue, além dos pressupostos anteriores, considera-se que PSD e CDS concorrem em coligação. Assumem-se como votos desta coligação os votos obtidos por estes dois partidos individualmente, bem como, todos os votos das coligações em que, pelo menos, um deles participou.

Na Madeira, consideram-se como votos do PS os votos que este partido obteve quer individualmente quer em coligação.
O número de mandatos em disputa em cada círculo eleitoral refere-se ao das legislativas de 2011 (excluem-se os círculos Europa e Fora da Europa).

Distribuição de mandatos:
Círculo Eleitoral PS PSD/CDS PCP - PEV BE Gr Cidadãos Total
Viana do Castelo 3 3       6
Braga 8 9 1   1 19
Porto 15 15 2 1 6 39
Vila Real 2 3       5
Bragança 1 2       3
Aveiro 6 10       16
Viseu 4 5       9
Guarda 2 2       4
Coimbra 5 4       9
Castelo Branco 2 2       4
Leiria 4 5 1     10
Santarém 5 4 1     10
Portalegre 1 1       2
Lisboa 20 13 8 2 4 47
Setúbal 5 2 9 1   17
Évora 1   2     3
Beja 2   1     3
Faro 4 4 1     9
Açores 3 2       5
Madeira 2 3     1 6
Total 95 89 26 4 12 226

Composição da Assembleia da República:

O resultado da avaliação da troika

Pouco ficamos a saber pois Portas não é como Gaspar. Portas apenas nos diz aquilo "que precisamos de saber". E diz pouquinho de cada vez. A regra é que a informação deve ser passada na medida do estritamente necessário. E, já agora, que as más notícias fiquem para o Passos!
Fica AQUI uma síntese do Público com o que parece ser, na generalidade, a austeridade de 2014.

domingo, 29 de setembro de 2013

Uma 2ª-feira de regresso à realidade

Amanhã a realidade vai cair-nos em cima.
A nuvem que a escondeu durante os últimos tempos está a dissipar-se. O foguetório da campanha das autárquicas terminou. Voltará a troika (que esteve sempre cá) e as más notícias do deficit e da dívida.
É tempo de sabermos quanto dinheiro do pouco que já recebemos nos vão voltar a tirar. 

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Alguém pode informar?

Diz o Decreto-Lei n.º 102/2013 de 25 de Julho, no seu Artigo 26º, que "O IAVE, I.P., sucede nas atribuições do Gabinete de Avaliação Educacional (GAVE)". Já sucedeu? O GAVE ainda existe?

Diz ainda o referido decreto, agora no seu artigo 25º, que "O IAVE, I.P., disponibiliza ao público na sua página eletrónica os estudos, pareceres e relatórios elaborados no âmbito da sua atividade". Alguém sabe qual é o endereço da referida página?

E já agora, este ano continuaremos a ter testes intermédios?

sábado, 21 de setembro de 2013

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Sobre a nova prova de Inglês

O País educativo foi esta semana surpreendido com o despacho que implementa, já este ano, "os testes diagnóstico de Inglês, doravante designados por provas" (tal como aparece exarado no dito despacho).

Ao ouvir a notícia, o primeiro pensamento foi o de que o Ministro lá conseguiu mais um exame para os alunos fazerem. Afinal é mesmo disso que ele gosta, pôr a malta a fazer exames. Mas não é bem assim, isto é mais rebuscado do que à primeira vista parece. Ora vejamos:

Neste mundo actual e no contexto de uma globalização que todos os dias nos confronta, parece-me clara a importância da aprendizagem das línguas estrangeiras, em particular, do Inglês. As competências nesta língua tornaram-se extremamente importantes como factor de sucesso futuro dos cidadãos portugueses. Num país que vive muito do turismo e que agora convida os seus a emigrarem, a falta destas competências é determinante para um futuro profissional, social e económico mais sombrio.

A União Europeia tornou também clara a necessidade de certificar estas competências linguísticas. Por isso existe o Quadro Europeu Comum de Referência para as línguas. Julgo que a principal intenção do despacho é precisamente esta, a da certificação.

Atendendo aos dois parágrafos anteriores parece então compreender-se o que pretende o Ministro.
No entanto, quando penso no assunto com mais profundidade, surgem-me algumas questões.

A primeira é relativa ao timing do despacho. Mais uma vez, fazem-se as coisas em cima da hora. Decreta-se uma prova já para o próprio ano lectivo. Nada a que não estejamos já habituados, mas que continua a ser uma péssima prática.

Depois, dou comigo a pensar que os alunos têm Inglês desde o 5º até ao 11º anos de escolaridade (alguns até têm mais anos pois já iniciaram no 1º ciclo do ensino básico). No final do 12º Ano obtêm um certificado de estudos de nível secundário. Não servirá isto para nada ao nível da certificação das competências nas línguas?

Penso ainda na entidade designada para o processo. Obviamente que não se coloca em causa a Universidade de Cambridge, cuja competência é reconhecida mundialmente. O que se questiona é o porquê  e o como de ter sido ela a escolhida. Realizou-se algum concurso público para o efeito? As Universidades portuguesas que leccionam cursos de línguas foram convidadas para assumir este papel? Como tudo isto se processou?
Esta questão é de extrema importância pois trata-se de uma entidade externa ao Ministério a participar num processo de avaliação de alunos. Agora que o GAVE foi (ou vai ser) substituído na supervisão da avaliação externa dos alunos, será este um exemplo de como o processo de elaboração das provas de exame vai funcionar?

Finalmente, a constatação de uma realidade que tem estado subjacente à acção deste Ministro. Já sabíamos que o Ministério tem pouca consideração pelos professores dos ensinos básico e secundário (até porque são funcionários públicos!). Começa agora a ficar claro que o Ministério não tem confiança nenhuma em quem os formou. A frase "não se pode ensinar bem o que não se sabe bem", sendo uma verdade de La Palice, ilustra bem o pensamento do Ministro em relação ao que as universidades produzem.
Esta prova de Inglês é outro atestado de incompetência às universidades portuguesas, agora às de línguas, passado por este Ministro.

Pensões

Aqui encontra uma síntese sobre o novo regime das pensões dos funcionários públicos, o principal alvo a abater deste governo.