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sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Se as autárquicas tivessem sido legislativas

Suponhamos que:

  1. As eleições de domingo passado tinham sido legislativas.
  2. Os votantes e os abstencionistas tinham sido os mesmos.
  3. O sentido de voto dos eleitores se mantinha.
Como teria ficado a composição da Assembleia da República?

No que se segue, além dos pressupostos anteriores, considera-se que PSD e CDS concorrem em coligação. Assumem-se como votos desta coligação os votos obtidos por estes dois partidos individualmente, bem como, todos os votos das coligações em que, pelo menos, um deles participou.

Na Madeira, consideram-se como votos do PS os votos que este partido obteve quer individualmente quer em coligação.
O número de mandatos em disputa em cada círculo eleitoral refere-se ao das legislativas de 2011 (excluem-se os círculos Europa e Fora da Europa).

Distribuição de mandatos:
Círculo Eleitoral PS PSD/CDS PCP - PEV BE Gr Cidadãos Total
Viana do Castelo 3 3       6
Braga 8 9 1   1 19
Porto 15 15 2 1 6 39
Vila Real 2 3       5
Bragança 1 2       3
Aveiro 6 10       16
Viseu 4 5       9
Guarda 2 2       4
Coimbra 5 4       9
Castelo Branco 2 2       4
Leiria 4 5 1     10
Santarém 5 4 1     10
Portalegre 1 1       2
Lisboa 20 13 8 2 4 47
Setúbal 5 2 9 1   17
Évora 1   2     3
Beja 2   1     3
Faro 4 4 1     9
Açores 3 2       5
Madeira 2 3     1 6
Total 95 89 26 4 12 226

Composição da Assembleia da República:

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Gostava que o Mitt Romney ganhasse!

Não sou Americano, pelo que, talvez não tenha muito sentido fazer palpites.
No entanto, tenho um certo prazer em contrariar a opinião da moda, a opinião dos "entendidos", leia-se gente que gosta de fazer a nossa opinião. A generalidade da comunicação social europeia e, em particular, a portuguesa, anda há meses (talvez anos) a vender-nos o Obama. É o célebre complexo de ser republicano, qualquer coisa de semelhante ao complexo de esquerda em Portugal.
Para ser sincero, não sei qual deles é o melhor, se o Romney ou o Obama! Mas tenho cá um feeling que dava jeito à Europa o Romney. Talvez por isso, ou se calhar porque gostava de ver o sorriso amarelo de muita gente, gostava que o Romney ganhasse!

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Taxa de resposta nas sondagens

Num período profícuo em sondagens (não me recordo de em eleições anteriores neste país se terem realizado tantas sondagens como está a acontecer para estas) vem a propósito discutir a questão da taxa de resposta a uma sondagem.

De acordo com os autores de As sondagens e os resultados eleitorais em Portugal, "a diminuição das taxas de resposta e da cobertura do telefone fixo podem estar por detrás" de um fenómeno identificado como "a existência de uma tendência secular no sentido de se verificar (...) uma cada vez maior discrepância entre sondagens e resultados eleitorais". Os autores identificam também o "não-contacto" e a "não-resposta" como erros sistemáticos na constituição da amostra de uma sondagem. Referem explicitamente que "estes erros não teriam consequências relevantes se os indivíduos que fazem parte da base de amostragem e os que não fazem, os que são contactados e os que não são, e os que respondem e não respondem ao inquérito se distribuíssem aleatoriamente. Contudo, há boas razões para supor que as características sociais e as atitudes políticas dos eleitores não se distribuam dessa forma. O resultado é erro sistemático de amostragem."

Ora, observando as fichas técnicas das últimas sondagens realizadas deparamos com valores percentuais para as taxas de resposta que me parecem muito baixos:

Sondagem da Intercampus para PÚBLICO e TVI (09.05.2011): 48,1%.
Sondagem da Intercampus para PÚBLICO e TVI (06.05.2011): 47,7%.
Barómetro Marktest para a TSF e “Diário Económico” (21.04.2011): 18,1%.

Convém esclarecer que a taxa de resposta se calcula com a fórmula seguinte (conforme a Ficha Técnica para o Depósito das Sondagens):

De acordo com esta fórmula, quanto maior for o denominador menor é o valor obtido. As parcelas R e NC são então determinantes para a variação deste denominador. Por exemplo, no caso da sondagem de 21.04.2011, para uma amostra final de 805 entrevistados verifica-se que NC=2319 e que R=1317 (conforme a ficha técnica desta sondagem). Ou seja, qualquer um destes valores é superior ao número de elementos da amostra.

Como interpretar esta taxa de resposta?
Parece-me que a primeira ideia deverá ser a de ter prudência quando se quer tirar conclusões destas sondagens. E nessa linha de pensamento será adequado pensar que está ainda muito longe de se decidir esta eleição. O que salta à vista é a grande percentagem de pessoas que ou não querem dizer ou não decidiram ainda em quem vão votar ou se vão votar.
Mais uma vez, parece-me que Paulo Rangel acerta quando aconselha os partidos (o seu em particular!) a falar para este enorme conjunto de indecisos. Uma vez mais também, serão eles que decidirão o resultado do próximo dia 5 de Junho.

sábado, 13 de março de 2010

Paulo Rangel

Há muito tempo que não escrevo. Por falta de tempo mas também de vontade.
Mas hoje não resisto.
Estou farto de abrir jornais e televisões e de ver como, de um modo descarado, nos impingem quem querem.
Durante 4 anos o Sócrates era o melhor do mundo. A Manuela só dizia asneiras. Era da idade, proclamavam!
Hoje percebemos a falta de VERDADE das pessoas que nos têm governado e ficamos atónitos com o seu despudor, a sua falta de ética e até de moral. Questionamos mesmo se ainda existe a palavra “consciência” no dicionário.
Amanhã e durante muito tempo sentiremos na pele o aperto de um salário que cobrirá menos dias de cada mês.
Nada que não pudéssemos ter previsto antes de Julho de 2009.

Vem isto a propósito das eleições do PSD.
Sou militante deste partido e não aceito a manipulação jornalística a que tenho vindo a assistir. Querem meter-nos o Passos Coelho pelos olhos dentro. Até faz lembrar o que nos fizeram com o Sócrates. Às vezes até penso que devem ter contratado as mesmas agências!

Não!

Quem decide são os militantes.
E os militantes não são os jornalistas. Nem os interesses instalados. Nem os socialistas. E muito menos os senhores do aparelho do PSD!
Os militantes somos nós, aqueles que só aparecemos nos discursos de circunstância quando convém chamar-nos de “militantes anónimos” ou de “simples militantes”.
Aqueles que sentimos a alma deste partido.
Aqueles que vibramos com as palavras de Sá Carneiro.
Aqueles que percebemos a razão desta súbita chamada ao pedestal do Passos Coelho.
Como dizia o Lobo Xavier citando Adriano Moreira: “desconfiai quando os vossos adversários vos elogiarem”.
E, curiosamente, dos 4 candidatos só um é que não tem virtudes: Paulo Rangel.

É este que terá o meu voto no dia 26!

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

O dia seguinte

Eis o que fica destas eleições:



PÉSSIMO:


Sócrates será Governo outra vez.


MAU:


Embora o número de inscritos tivesse aumentado em relação a 2005 (mais 551653 eleitores), houve menos 54852 votantes.


A comunicação social decidir eleições.


MEDÍOCRE:


O complexo de imparcialidade do Sr. Presidente da República que acabou (propositadamente ou não) por espetar enorme farpa na estratégia do PSD.


SUFICIENTE:


O PS ter perdido a maioria.


Não haver maioria PS+BE.


O CDS ter ficado à frente do BE.


Desculpem, mas não consigo descortinar nada de BOM!

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Aos meus colegas Professores (Titulares ou não)

Caro colega,

Recordo hoje o modo como nestes últimos quatro anos e meio foi tratado.


Sei que continua no mesmo escalão em que estava em 2005 e que só mudará daqui a dois ou três anos.


Partilho consigo a frustração de tantas vezes querer ensinar a quem não quer aprender e a habilidade de ter aprendido a entreter.


Sei do infindável número de horas que perdeu em reuniões ou no preenchimento de papéis inúteis que outra coisa não serviu que não fosse a justificação do sucesso estatístico que nos impõem.


Tenho saudades do tempo em que Ministros e Secretários de Estado patenteavam, pelo menos, alguma consideração por nós.


Manifesto o meu orgulho pelos momentos, deveras singulares, em que demonstrámos saber ser uma classe profissional que lutou, em uníssono, pela sua dignidade e pela qualidade do Sistema de Ensino.


Envio um grande abraço aos (muitos) colegas que, em favor da sua sanidade mental e bem-estar das suas famílias, resolveram terminar as suas carreiras e colocar um ponto final naquilo que mais gostavam de fazer, ensinar.


Tenho saudades do tempo em que não tinha que o avaliar e sabia que nunca seria avaliado por si. Lembra-se, colega, as únicas quotas de que falávamos eram as do glorioso!


Caro colega,


Hoje dirijo-me a si porque sei o que me foi dizendo deste Governo neste últimos quatro anos. Sei também do tempo que tirou à sua família para sair à rua e fazer ouvir a sua voz. Sei que nunca reclamou por melhor salário apesar de, em alguns meses, as greves terem abalado o orçamento familiar.


Não acredito que tudo isto possa ter sido em vão!


Sabe, colega,


Sei que muitas das coisas (que nos fizeram) dificilmente voltarão a ser como dantes. Mas de uma coisa tenho a certeza. Com estes novamente a governar-nos é que não mudarão, de certeza!


Por isso, quando votar no dia 27, mais do que a sua ideologia política, mais do que o modo como votou em eleições anteriores, mais do que a sua simpatia por A, B ou C, pense na resposta a esta questão:


Como votar para garantir (efectivamente) que Sócrates não é Governo outra vez?


Desculpe, colega, pela ousadia de uma última observação. Se daqui a uns meses colocar no jornal um anúncio em que pede desculpa pela sua responsabilidade na permanência destes mesmos no Governo, prometo que lhe faço engolir o papel!

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

3 f's

Às vezes tenho uma estranha vontade de discordar da maioria, daquilo que todos parecem aceitar com naturalidade.
Hoje é um desses momentos.
Desculpem, mas não consigo perceber como é que candidatos a Primeiro Ministro do Governo de Portugal incluem nas suas campanhas a participação no programa “Gatos Fedorentos”.
Não percebo e nem sequer vou perder tempo a explicar porque não percebo. Acho que é daquelas coisas tipo axioma.
No entanto, consigo perceber perfeitamente o sucesso de audiência do programa. Não é difícil. Já Salazar o dizia. O que é preciso é entreter o Zé Povo.
Vivam os 3 f’s!